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Regra

Quando começa a propaganda eleitoral, e o que dá para fazer antes

Existe uma data a partir da qual pedir voto é permitido. Antes dela, a campanha não fica parada: ela prepara.

8 de agosto de 2026 · 5 min de leitura

Toda eleição tem uma data a partir da qual a propaganda eleitoral é permitida. Antes dela existe a pré-campanha, que não é terra de ninguém, é território com regra própria.

A linha: pedido explícito de voto

O que caracteriza propaganda eleitoral antecipada é o pedido explícito de voto. Divulgar posição, aparecer, defender pauta e construir reconhecimento são coisas que a pré-campanha comporta. "Vote em mim", "meu número é tal", não.

Na prática, o que costuma passar do ponto:

E o que costuma caber:

A pergunta prática: tirando a palavra "voto" e o número, a peça ainda faz sentido? Se só faz sentido com eles, é propaganda.

O que dá para construir antes

Este é o ponto que campanha nenhuma aproveita direito. O período anterior é o melhor momento para montar a infraestrutura, porque depois não sobra tempo.

  1. Canais próprios com base real. Grupo, lista, seguidores. Audiência não se compra na semana da largada.
  2. Identidade visual definida. Cores, tipografia, formato das peças, tudo travado.
  3. Banco de fotos oficiais. Foto boa do candidato, em resolução alta, em vários enquadramentos. Campanha inteira depende disso e quase todas descobrem tarde.
  4. Processo de produção testado. Quem aprova, quanto tempo leva, onde o material fica.
  5. Equipe treinada nas regras que vão valer.

O custo de começar tudo na largada

Campanha que só monta a operação digital quando a propaganda libera perde as duas primeiras semanas, que são justamente as de maior atenção, resolvendo problema de arquivo, de aprovação e de acesso.

Feito antesFeito na largada
Identidade prontaDuas semanas discutindo cor
Fotos em altaFoto de celular improvisada
Base de canaisPúblico zero
Equipe treinadaErro que vira representação

Um cuidado com o material preparado

Peça produzida antes, para publicar depois, precisa já sair com as identificações que valerão na data de publicação. Material montado sem tarja "porque ainda não começou" é material que alguém vai publicar esquecido.

Prepare como se fosse publicar hoje. Publique quando puder.

Ressalva. Este texto é orientação prática de produção, não parecer jurídico. As obrigações de propaganda eleitoral estão em lei e em resoluções do TSE que mudam a cada ciclo, e a aplicação depende do caso concreto. Antes de rodar campanha, valide o material com o advogado responsável.

Quer isso resolvido no processo, não na revisão?

O Santinho Digital entrega a peça com identificação de IA, tarja legal e consentimento registrado, em cada foto que o eleitor gera.

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